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Revista Jurídica Trabalho e Desenvolvimento Humano
Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região
GONTIJO, Laura Valle; GONÇALVES, Nicolle W. da S.; PELEJA, João P. I.; COÊLHO, João V. de A.; VILANOVA, Brenna
de A.. O que pensa a população brasileira acerca da regulação laboral do trabalho por plataformas digitais? Revista
Jurídica Trabalho e Desenvolvimento Humano, Campinas, v.8, p. 1-38, 2025. DOI:
https://doi.org/10.33239/rjtdh.v8.281.
direito é praticamente o mesmo em toda as regiões do país – Sudeste (74,5%); Norte
(76,7%) Centro-Oeste (71,5%); Nordeste (73,18%) e Sul (67,8%). Entre as mulheres,
79,8% são favoráveis. Já entre os homens, 68,9% se declararam a favor. Todas as
faixas etárias demonstraram apoio a essa medida, especialmente aqueles entre 35 e
44 anos (79%), seguidos daqueles entre 45 e 54 anos (76,2%). Ainda, aparecem
aqueles com 55 anos ou mais (75,3%), aqueles com 18 a 24 anos (73,6%) e, por fim,
aqueles entre 25 e 34 anos (68,5%). Entre as pessoas pretas, a aceitação dessa
medida é maior em comparação às demais classificações raciais: 79,5% para pretos,
74,7% para brancos e 75,2% para pardos.
Em relação à escolaridade, a tendência é de que conforme aumenta o nível
de escolaridade, o percentual de respondentes favoráveis à proposta diminui,
embora a diferença seja pequena – Ensino Fundamental I (75,8%); Ensino
Fundamental II (75,4%); Ensino Médio (74,9%); Ensino Superior (72,6%). Este dado
reforça a hipótese já mencionada em tópico anterior, qual seja, a de que há maior
preocupação em relação a esse direito nos segmentos menos escolarizados. Nessa
toada, os que mais rejeitam a medida possuem Ensino Superior (26,7%).
É interessante notar que, no quesito classe econômica, quanto mais alto se
está na estrutura de classes, a rejeição a essa medida é maior: na Classe A/B, 69,2%
aceitam a medida, enquanto 29,2% a rejeitam; na base da estratificação social, na
Classe D/E, 75,6% aceitam a medida, ao passo que 16,9% a rejeitam; e na Classe C,
76,5% a aprovam e 20,8% a rejeitam.
No que diz respeito à posição política dos entrevistados, pessoas “mais à
esquerda” aprovam a limitação da jornada de trabalho com maior intensidade,
totalizando 84,4%. Essa aceitação é superior à das pessoas que se definem como
estando no espectro ideológico-político “mais ao centro”, com 77,5%. No entanto, a
maior porcentagem de rejeição está entre os que se identificam com a direita, com
67,5% de aprovação e 29,7% de rejeição.
Em resumo, observa-se que entre os homens, pessoas brancas, aqueles entre
25 e 34 anos, aqueles das Classes A/B e aqueles de tendência mais à direita, é menor